Implante Capilar: O Que É, Preço e Quem Pode Fazer

Tudo que você precisa saber sobre implante capilar

Qual a diferença entre implante capilar e transplante capilar?

Na verdade, o implante capilar refere-se ao enxerto de fios artificiais no couro cabeludo, ou seja, nesse procedimento, o doador não é o próprio receptor. Já no transplante capilar, o doador é também o receptor, e nele os fios são retirados de uma área doadora do paciente e implantados em uma área receptora do mesmo indivíduo.

Dessa forma, ao pé da letra, transplante capilar e implante capilar não são sinônimos! Porém, eles são usados erroneamente como tal, já que o termo implante capilar caiu no gosto do povo. Assim, se você procurar um médico e dizer a ele que quer fazer uma cirurgia de implante capilar, com quase 100% de certeza ele subentenderá que se trata de um transplante capilar, e não explicará toda a diferença entre esses processos, até mesmo pelo bom senso, já que no procedimento realizado com cabelos sintéticos, há grandes chances de, com o passar do tempo, os fios serem rejeitados pelo organismo e voltarem a cair.

Então, não se estresse, e para resumir, atualmente implante capilar e transplante capilar são designados para descrever o mesmo procedimento. É tudo a mesma coisa! E dessa forma, utilizaremos as duas nomenclaturas em nossos textos.

Quando surgiu o implante capilar?

As cirurgias de microtransplante capilar começaram a ser realizadas na década de 80. Embora elas já existissem anteriormente, foi nessa época em que foi estabelecido um padrão, e, inclusive, o responsável por esse feito foi um médico brasileiro.

Implante capilar funciona mesmo?

Sim! Após o desenvolvimento da técnica, ela foi popularizada mundialmente, e hoje, está bastante aperfeiçoada, e é a segunda mais realizada dentro do campo das cirurgias plásticas masculinas, perdendo apenas para a lipoaspiração.

Tá… mas me explica por que funciona

Vamos lá. O grande vilão da alopecia androgenética (calvície hereditária), além dos próprios genes do indivíduo, é um andrógeno chamado dihidrotestosterona (DHT). Em nosso organismo, a testosterona se converte em DHT, e algumas áreas do couro cabeludo, como a região frontal, a coroa e as famosas “entradas”, tem uma maior quantidade de receptores desse metabólito, não por acaso, são essas as regiões campeãs de queda de cabelo nos homens.

Você já reparou que quase 100% dos carecas ainda têm cabelos nas áreas laterais do couro cabeludo (chamadas de têmporas) e na nuca? É justamente por isso que essas áreas servem como doadoras de fios no implante capilar. Mas por que?

Porque ao transplantar um tecido de qualquer parte do corpo humano para outra, ele manterá as características do seu local de origem, e não da região para a qual foi transplantado. Desse modo, caso, por exemplo, parte da pele do joelho seja introduzida no rosto, ela manterá o aspecto espesso típico da região de onde foi removida. Alguns tecidos específicos podem até passar por modificações, como as mucosas, mas esse é outro assunto.

Assim, os cabelos transplantados carregam consigo as características da área de onde saíram, conservando-as por tempo indeterminado. Logo, tratam-se de fios que não tem tendência à cair.

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Estrutura anatômica/histológica do couro cabeludo descrita por Headington. Consiste geralmente de 2 a 4 folículos terminais, 1 a 2 folículos pilosos, glândulas sebáceas e inserções dos músculos eretores do pelo.

Porém, tome cuidado! Do mesmo jeito que isso é a solução, também pode ser um problema, pois caso o procedimento seja realizado de forma inadequada, com unidades foliculares inseridas de maneira visível, ou em uma posição muito baixa, como no centro da fronte do paciente, o tratamento para retirar os cabelos transplantados é extremamente complicado. Assim, ainda hoje é comum encontrar pacientes que se submeteram à métodos antigos de transplante capilar e tem uma cabeleira com aspecto artificial.

Quanto custa um implante capilar?

Por questões éticas, boa parte dos médicos não costuma divulgar abertamente os valores da cirurgia, porém, normalmente ela custa entre R$ 7.000,00 a R$ 42.000,00. O preço e as condições de pagamento dependem da extensão da calvície, tamanho da equipe médica, cidade, e evidentemente, do cirurgião plástico em questão. Cabe salientar que planos de saúde não arcam com as despesas oriundas da cirurgia, afinal, o procedimento atende à uma questão puramente estética.

Quem pode fazer implante capilar?

O implante capilar pode ser realizado tanto em homens quanto em mulheres, passando por algumas variações devido às mudanças existentes entre os corpos feminino e masculino. Assim, praticamente todas as pessoas afetadas pela calvície poderão se submeter à cirurgia, até mesmo diabéticos e hipertensos, bastando que, nesses casos, os pacientes sejam devidamente monitorados pelo anestesista do centro cirúrgico.

Contudo, algumas pessoas possuem uma área doadora pobre em volume capilar. Essa quantidade mínima de fios poderá ser insuficiente para estabelecer uma boa cobertura da área do couro cabeludo comprometida pela calvície.

Cerca de 5% dos homens não podem realizar o transplante devido à insuficiência de cabelo na área doadora, esse número se eleva para 30% com relação às mulheres. Nesses casos, a cirurgia poderá ser inviável ou trazer resultados poucos satisfatórios. Dessa forma, para que a cirurgia seja bem sucedida, é vital que o paciente tenha uma boa quantidade de fios na área doadora. Resta saber se, no futuro, o método da clonagem de fios resolverá essa restrição.

Podem ser implantados fios de uma pessoa para outra?

Não. Apesar de ser possível transplantar cabelos entre indivíduos, são grandes as chances dessa ação gerar complicações futuras, já que os fios implantados serão vistos como elementos estranhos pelo organismo e serão rejeitados pelo corpo. Dessa forma, a medicina não vê como justificável o uso de enxerto para fins puramente estéticos, como ocorre com cirurgia de implante capilar.

Qual é a melhor para fazer um implante capilar?

Não há um momento certo para a realização do transplante capilar, tudo depende da vontade do indivíduo, porém, para pacientes com menos 25 anos, normalmente indica-se a realização de tratamentos clínicos a base de loções, polivitamínicos e medicamentos para retardar a queda capilar.

Essas terapias poderão poderão ser realizadas até o momento em que não surtirem mais efeito, ocasião na qual a cirurgia poderá ser encarada como uma alternativa diante da perda dos cabelos. De qualquer forma, cada caso é um caso, e mesmo jovens poderão realizar a cirurgia caso tenham calvície em estágios mais avançados. Assim, o recurso cirúrgico é recomendado tanto para pessoas que atingiram um elevado grau de calvície, quanto para aquelas que já começaram a perder fios e não querem deixar a calvície se estender.

Famosos que fizeram implante capilar

Será que é mesmo “dos carecas que elas gostam mais”? Na verdade, esse dito popular surgiu como verso de uma marchinha de carnaval pós-vestibular, e os homens que participavam da festa haviam sido aprovados na prova e tiveram sua cabeleira rapada. Logo, teoricamente, as mulheres teriam predileção pelos “carecas” por estes serem bons partidos. Agora cá entre nós, se isso é realmente verdade, por que tanta gente famosa faz implante capilar?

Dentre as centenas de celebridades que recorreram à cirurgia, podem ser citados: o ator norte-americano John Travolta, o ator brasileiro Marcos Pasquim e o jogador de futebol Wayne Rooney.

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É… parece que seria mais difícil continuar sendo galã e/ou mocinho com essa aparência, não é mesmo John?

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Pasquim não deixou a queda de cabelo afetar nem mesmo as “entradas”.

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Quando a calvície começou a tomar dimensões maiores, Rooney cortou o mal pela raiz, ou melhor dizendo, trocou de raiz.

Também existem exemplos de famosos que convivem (e muito bem) com a calvície. Um deles é o ator Sean Connery, que imortalizou o primeiro agente 007. Sean tem uma calvície exuberante de grau 7 e nunca fez tratamento, e mesmo assim, foi eleito um dos homens mais bonitos do mundo no auge de seus 60 anos, mesmo careca e com os cabelos restantes grisalhos.

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Sean Connery, mesmo com 60 anos e careca, foi eleito um dos homens mais bonitos do mundo.

Mas, independente se fulano ou ciclano fizeram ou não transplante de cabelo, quem deve decidir se isso será realmente melhor para sua auto-estima e auto-confiança é o próprio indivíduo. A boa notícia para aqueles que desejam um tratamento adequado e definitivo, é que a cirurgia está em um estágio muito avançado e existem cirurgiões muito bem preparados para realizar esse tipo de procedimento.

Implante capilar em vítimas de acidentes

Existem pessoas que ao sofrerem acidentes acabam ganhando enormes falhas capilares na cabeça. Nesses casos, antes de se proceder com o implante capilar, é preciso avaliar alguns fatores, como o cicatricial. Assim, o especialista deverá confirmar se a área atingida é bem vascularizada e se a cicatriz não incidirá no local em que o paciente deseje realizar o implante, pois o método não é eficaz quando executado sobre cicatrizes. Se o indivíduo teve a face retalhada, por exemplo, uma alternativa é implantar os fios em uma região contígua à cicatriz, desse modo, depois que o cabelo crescer, ele poderá ser usado para encobri-la.

FUE: implante capilar fio a fio

A FUE (Follicular Unit Extraction), mais moderna técnica de transplante capilar, permite reverter o quadro de calvície com bastante naturalidade e eficiência. Enquanto que na técnica antiga costumava-se usar de 80 a 100 mudas de cabelo, na FUE utiliza-se aproximadamente 2.000 mudas por sessão.

Infelizmente ainda existem muitos profissionais que utilizam a técnica antiga de transplante de cabelo, responsável por conferir um aspecto final totalmente desagradável ao paciente. Por outro lado, esses cabelos podem ser removidos e reimplantados, transformando significativamente o semblante do indivíduo. Estatisticamente, de cada sete cirurgias de transplante realizadas, uma é feita com o objetivo de corrigir um procedimento anterior mal executado.

Resultados

Os resultados poderão variar de acordo com a espessura dos fios da área doadora, do volume de fios detido por ela, das dimensões da região afetada pela calvície, além de uma série de outras nuances, como, por exemplo, a quantidade de cabelos grisalhos do paciente.

A aplicação da técnica antiga de transplante capilar produzia os chamados “cabelos de boneca”, em que tufos de cabelo eram implantados bem distantes uns dos outros, e as unidades foliculares abrigavam fios em excesso, com 10 ou até 20 deles por grupo.

Já com a FUE, a probabilidade de se obter um cabeleira mais natural é muito maior, porém, mesmo nesse caso deverão ser tomados alguns cuidados, assim, se, por exemplo, a linha que define a região que receberá o implante não for natural, possuindo um traço muito reto ou exageradamente pendendo para a frente, o transplante poderá ficar perceptível.

Dessa forma, pode-se dizer que o resultado final irá variar de um paciente à outro e de uma equipe médica à outra, porém, seguindo todo um padrão de excelência, ele tende a ser o ideal.

Se o implante for bem realizado, mesmo cabeleireiros profissionais poderão não conseguir distinguir entre cabelos implantados e nativos. Prova disso é que existem diversas personalidades públicas, como políticos, empresários e artistas, todos com cabelos transplantados e ninguém imagina que eles tenham realizado a cirurgia (a não ser pessoas que os conheçam desde quando eles estavam carecas), já que os fios são implantados individualmente e com uma distribuição regular.

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Paciente de 48 anos de idade, com perda de cabelo e cabelos grisalhos. Em A e B, aspecto pré-operatório. Em C e D, aspecto aos 15 meses de pós-operatório, demonstrando boa densidade capilar.

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Paciente de 73 anos de idade, com perda de cabelo, submetida a uma única megassessão de unidades foliculares. Em A e C, aspecto pré-operatório. Em B e D, aspecto pós-operatório.

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Paciente de 62 anos de idade, com perda de cabelo e cabelos grisalhos. Em A e C, aspecto pré-operatório. Em B e D, aspecto aos 18 meses de pós-operatório, demonstrando boa densidade capilar e cabelos coloridos.

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